sábado, 27 de março de 2010

Eu falo de ti, um pouco,
falo quando a saudade
suplica um sussurro rápido,
então pronuncio teu nome
como num suspiro.
Isso me faz crer que
estás ao meu lado,
respirando no meu cabelo
enquanto faço o jantar apoiada no teu peito.

Falo quando vejo o teu rosto
estampado nas imagens,
como se ao fazê-lo
risse contigo do momento
esponttâneo que registraste,
dando pequenos tapas de
admoestação - no fim
uma desculpa para te tocar.
Então pronuncio teu nome em meio
A um retorcer de lábios malicioso.

Falo de ti quando conto
A minha história, quando preciso narrar
os anos que me preencheste, todo
o drama e a paixão de um amor
impossível e sem sentido.
Como se recuperasse os momentos
em que nos odiamos,
nos ofendemos e nos redimimos
um nos braços do outro.
Então pronuncio teu nome em
um gemido pesaroso e lacrimejante.

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