A eternidade das lembranças,
Lilazes luzes fosforecentes
Em momentos de paz vergou seus ombros.
Nas lentes, canções que murmuram,
Vomitam a própria mente
Em espaços periódicos e diferidos.
O planejamento do futuro ocupa todas
As horas de momento, todo o mel de aveias
Sem sabor absorvido.
As expectativas anulam o que dás
Com um gesto displicente.
Eu acalanto os desafios, as mãos cheias
De vazios a serem preenchidos
Quando em quando.
Estou na sede, no suor e na súplica
Que expira o aço e o concreto:
a liberdade de uma postura,
Uma tensão na coluna
Ou palavras ditas abaixo do grito.
Há guerra nas batidas, nos latidos rítmicos,
Uma poesia perdida, que peculiar hipnotiza
Como as meninas decadentes da esquina.
Nada mais é justo, verdadeiro ou certo
Que o há de ser, o muito provavelmente.
O agora já desbota, dura por quase um segundo.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O pedaço da pele que eu te dei
É um grão de areia que se perde
Quando na palma da mão,
Como vaga de encontro à praia:
Por maior a necessidade,
A urgência do afastamento,
Mais como um ímã eu retorno
Calorosa e suplicante, absorvida
No teu peso oceano.
Mais nem uma palavra vale,
Evidência do engano.
Deixo o choque gozar
A comunhão que, cálida,
Oculta a verdade irmã.
Cada lágrima de certeza
É uma gota de vinho extraída
Intermitente das minhas veias.
Os sinais que se revelam
Favorecem o costume,
Mas não reparam tua ausência ébria.
Dionisíaca.
A escuridão solitária que presencia
Os sons e os momentos reconstrói o êxtase,
Saudoso como o porto
No crepúsculo da ressaca.
É um grão de areia que se perde
Quando na palma da mão,
Como vaga de encontro à praia:
Por maior a necessidade,
A urgência do afastamento,
Mais como um ímã eu retorno
Calorosa e suplicante, absorvida
No teu peso oceano.
Mais nem uma palavra vale,
Evidência do engano.
Deixo o choque gozar
A comunhão que, cálida,
Oculta a verdade irmã.
Cada lágrima de certeza
É uma gota de vinho extraída
Intermitente das minhas veias.
Os sinais que se revelam
Favorecem o costume,
Mas não reparam tua ausência ébria.
Dionisíaca.
A escuridão solitária que presencia
Os sons e os momentos reconstrói o êxtase,
Saudoso como o porto
No crepúsculo da ressaca.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Todas as luzes acesas
Em lágrimas que se partem,
Nos dedos que se prolongam,
Lânguidos...
A série de distâncias
Distintas entre os segundos de luzes
De lágrimas é como
Mais uma flor no túmulo:
Adeus. Partida.
O que nos separa é uma barreira de compreensão,
A distância de línguas faladas que
Parcamente se calam nos poros,
Nas peles.
A morte de almas não é dirimida ,
Mas celerada pela violência do amor bruto.
Não se fala, porque os gritos são mudos.
Os soluços reverberam,
Prolongam o prelúdio do fim.
Nos abraços, o aprisionamento da identidade.
Nos beijos, a invasão violenta.
Não se fala, porque os ouvidos são surdos.
Em lágrimas que se partem,
Nos dedos que se prolongam,
Lânguidos...
A série de distâncias
Distintas entre os segundos de luzes
De lágrimas é como
Mais uma flor no túmulo:
Adeus. Partida.
O que nos separa é uma barreira de compreensão,
A distância de línguas faladas que
Parcamente se calam nos poros,
Nas peles.
A morte de almas não é dirimida ,
Mas celerada pela violência do amor bruto.
Não se fala, porque os gritos são mudos.
Os soluços reverberam,
Prolongam o prelúdio do fim.
Nos abraços, o aprisionamento da identidade.
Nos beijos, a invasão violenta.
Não se fala, porque os ouvidos são surdos.
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