A eternidade das lembranças,
Lilazes luzes fosforecentes
Em momentos de paz vergou seus ombros.
Nas lentes, canções que murmuram,
Vomitam a própria mente
Em espaços periódicos e diferidos.
O planejamento do futuro ocupa todas
As horas de momento, todo o mel de aveias
Sem sabor absorvido.
As expectativas anulam o que dás
Com um gesto displicente.
Eu acalanto os desafios, as mãos cheias
De vazios a serem preenchidos
Quando em quando.
Estou na sede, no suor e na súplica
Que expira o aço e o concreto:
a liberdade de uma postura,
Uma tensão na coluna
Ou palavras ditas abaixo do grito.
Há guerra nas batidas, nos latidos rítmicos,
Uma poesia perdida, que peculiar hipnotiza
Como as meninas decadentes da esquina.
Nada mais é justo, verdadeiro ou certo
Que o há de ser, o muito provavelmente.
O agora já desbota, dura por quase um segundo.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário