Os efeitos da negligência uma hora surgem
E perturbam a quietude de uma alma
Imprudente...
E imatura.
Os horários me atordoam!
A espera é incessante e eu me perco nos planos
De amanhã, sempre amanhã, hoje não dá mais,
Não cabe. Não cabe.
Os teus beijos cabiam na palma da mão, disso eu lembro.
Hoje cabem no ouvido os urros da tua indiferença,
Do teu sem ti tanto faz,
E eu espero que a distância possa secar as lágrimas
No travesseiro,
No chuveiro,
Nas palavras,
No almoço,
Nas provas,
No trabalho,
No bar,
Na terrinha,
Em mim.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
As horas que correm nos meus pulsos
Vermelhos, vivos, são as que estiveste
Sobre mim, em mim... o amor que possuo
Te chamou, te levou as vestes
E refletiu notas impressas de segredo:
A dor física da tua ausência,
A recordação da carícia brejeira dos teus dedos...
Todos os sorrisos que a lembrança vivencia
E protege num recanto seguro,
Consumindo-o com parcimônia
Para permear a sensação.
Da economia, no entanto, se envergonha
A sabedoria; quanto mais apuro
As notas com mais rapidez me deixarão.
Vermelhos, vivos, são as que estiveste
Sobre mim, em mim... o amor que possuo
Te chamou, te levou as vestes
E refletiu notas impressas de segredo:
A dor física da tua ausência,
A recordação da carícia brejeira dos teus dedos...
Todos os sorrisos que a lembrança vivencia
E protege num recanto seguro,
Consumindo-o com parcimônia
Para permear a sensação.
Da economia, no entanto, se envergonha
A sabedoria; quanto mais apuro
As notas com mais rapidez me deixarão.
terça-feira, 3 de junho de 2008
No roteiro desejado de vida
Não cabem planos de sonho...
O descanso dos meus projetos trepida
ante à preguiça, ao ronronar
da consciência adormecida.
Mais cinco minutos, mais cinco anos de
Paz sem prazos, de fé sem férias,
de amor sem hora para despertar!
O alarmante tique do relógio,
Contudo, alerta, inexorável:
"Estás atrasado!
O mundo não pára aos teus caprichos,
As horas não estacam para curar teus vícios!
O trabalho se perde, os livros abandonados!
No roteiro desejado de vida
Não cabem planos de sonho."
Não cabem planos de sonho...
O descanso dos meus projetos trepida
ante à preguiça, ao ronronar
da consciência adormecida.
Mais cinco minutos, mais cinco anos de
Paz sem prazos, de fé sem férias,
de amor sem hora para despertar!
O alarmante tique do relógio,
Contudo, alerta, inexorável:
"Estás atrasado!
O mundo não pára aos teus caprichos,
As horas não estacam para curar teus vícios!
O trabalho se perde, os livros abandonados!
No roteiro desejado de vida
Não cabem planos de sonho."
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O fim dos dias é como lava,
Como luva nas tuas mãos macias:
Arrasta calor da minha mágoa,
Encaixa-se perfeitamente no meu dia
Escuro... sempre um pedaço,
Um retalho do que devia
Ter sido seguir teus passos!
Eu não pude ver que amanhecia
Até te perder...
A cada música, a cada palavra
A noite era a tua chegada.
Então por um triz, por um flerte,
Era o teu ódio que falava,
Era o início da madrugada.
Como luva nas tuas mãos macias:
Arrasta calor da minha mágoa,
Encaixa-se perfeitamente no meu dia
Escuro... sempre um pedaço,
Um retalho do que devia
Ter sido seguir teus passos!
Eu não pude ver que amanhecia
Até te perder...
A cada música, a cada palavra
A noite era a tua chegada.
Então por um triz, por um flerte,
Era o teu ódio que falava,
Era o início da madrugada.
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