sexta-feira, 20 de junho de 2008

Os efeitos da negligência uma hora surgem
E perturbam a quietude de uma alma
Imprudente...
E imatura.

Os horários me atordoam!
A espera é incessante e eu me perco nos planos
De amanhã, sempre amanhã, hoje não dá mais,
Não cabe. Não cabe.

Os teus beijos cabiam na palma da mão, disso eu lembro.
Hoje cabem no ouvido os urros da tua indiferença,
Do teu sem ti tanto faz,
E eu espero que a distância possa secar as lágrimas

No travesseiro,
No chuveiro,
Nas palavras,
No almoço,
Nas provas,
No trabalho,
No bar,
Na terrinha,

Em mim.

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