quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tomei um café amargo,
Preto de borra, birra e
Beijos não dados, telefonemas esquecidos.

Faz bem cortar a candura
De vez em quando, pra se aprender
Que doar é perder sem contrapartida.
Não mais te pertence nem a expectativa
De gratidão.

É. do. ar.

Quente é o bálsamo que
Protege, acalenta o longo caminho
Que separa o outro.
Útero negro de mínima preservação
Da sanidade.

Divórcio da humanidade.

Óleo difuso que, conveniente,
Encobre verdades, vícios,
E se alastra pelos males,
Enevoando a nudez incômoda da alma.

Às vezes faz bem cortar o açúcar
E a doçura.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Doeu mais saber que já me esqueceste
Do que o fim do relacionamento atual.
Eu vi, é claro, dor e vaidade e ego,
E minhas esperanças de uma noite de estrelas.
Vinho, não nas taças, mas nos poros.

No entanto, o que eu realmente agaurdava
era o eterno pertencimento - Eu, a ti;
Tu, a mim,
Por mais que avançasse a distância,
Que multiplicassem os amantes,
Que se dilatassem as diferenças.

Hoje sou linda e me sinto feia,
Débil e mal quista
Não por efêmera paixão que se encerrou,
Mas por um eterno amor que se extinguiu.