A beleza da crueldade
Aproxima-se, como um
Aroma perdidoconduzido
Pela brisa:
Atrai os sentidos, inflama as paixões,
Conduz a memória ao esquecimento.
A ameaça predadora
É ignorada
Porque o convite se faz
Oblíquo, dúbio -
Nada denuncia a dissimulação.
O que se vê é apenas o desejo,
A fome que mente e engana...
Pois se em fantasia seu corpo
É coroado de beijos,
O pesadelo se concretiza:
Antecipa a carne lacerada,
Morta, podre, fria.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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