Ele vivia, comia, lia, escrevia
E lhe bastava -
Como ilha.
Pra quê construir uma incerteza
nunca dirimida, uma questão nunca solucionada?
A alteridade é um mistério
E assusta
Como o percurso da rua
Para além da beira que
lhe banha.
A simples segurança de si mesmo
Mantinha o caminho
Nos conformes.
Inatingível, a ordem reinava.
Mas à espreita, a sombra,
O sopro da falta recrudescia
A cada agressão.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Banhar-se de palavras,
Melodias,
Sensações
Que se ocultam em sinais discretos...
A senha?
Tatuada no meu rosto,
No resto de dignidade
Que me deixaste.
Mas, de consciência limpa,
Lanço a sorte sobre os nervos
e rezo - não reflito;
Assim retenho
A atmosfera
E o exorcismo de idéias...
Assim a torrente de abstrações
Me possui sem hesitar.
Claro como açúcar.
Melodias,
Sensações
Que se ocultam em sinais discretos...
A senha?
Tatuada no meu rosto,
No resto de dignidade
Que me deixaste.
Mas, de consciência limpa,
Lanço a sorte sobre os nervos
e rezo - não reflito;
Assim retenho
A atmosfera
E o exorcismo de idéias...
Assim a torrente de abstrações
Me possui sem hesitar.
Claro como açúcar.
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