De novo o medo,
De novo a mágoa...
Mais um passo até o fim.
Vê-se o retorno de...
Do quê? Nada mais ficou além
Dos ossos, da carcaça.
Onde há perfil, eu sou a máscara;
Onde há caminho, eu sou vestígio.
De que adianta rir dos dias que chegarão,
Se eles te consomem com a inexorabilidade cruel,
Antropofágica do destino?
Abraça as rugas, os reumatismos,
Os resmungos e o rancor.
Pelo menos há uma escusa
Para desprezar os jovens
E ser favorecido nas filas.
Onde há celebração, eu sou o velório.
Arde tanto a tua chegada agonizante!
Inferno astral.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
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