Canto pio de clamor fugaz
Embebe meu suor na tua saliva
Seduz a cadência de que me priva
Penetra o caminho que me faz
Ser tua! Pois se num canto encerro
Orgulho, companheiro constante,
Te posso venerar como amante
Sem lamentar futuro erro.
Nada mais ser, nada mais sentir
Que a própria fome em um olhar calado,
Um roçar de pele que me endoidece!
Destino e dever, numa noite, posto de lado
Para que eu encontre Deus dentro de ti,
Gritando em êxtase a última prece!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Me abandona aos poucos, sublima
a esperança de te ver na esquina
da rua, teu caminho de perdão
construído pelo desejo... não
Pela sábia e idosa consciência
De que a portas cerradas significo
obra... ao passo que és capítulo
Do isolamento carente, da inocência
Da maturidade prematura...
Como dói virar as páginas,
Dar fim ao que se quer deter!
Quanto mais lágrimas ávidas
De tinta e sangue o enredo captura
Mais versos fluem como éter.
(Planejo vinganças,
Reviravoltas no desfecho da minha história
Que me trariam o gosto do animal
Ferido no último ato!
Sabor de revanche.
Ou de derrota.)
a esperança de te ver na esquina
da rua, teu caminho de perdão
construído pelo desejo... não
Pela sábia e idosa consciência
De que a portas cerradas significo
obra... ao passo que és capítulo
Do isolamento carente, da inocência
Da maturidade prematura...
Como dói virar as páginas,
Dar fim ao que se quer deter!
Quanto mais lágrimas ávidas
De tinta e sangue o enredo captura
Mais versos fluem como éter.
(Planejo vinganças,
Reviravoltas no desfecho da minha história
Que me trariam o gosto do animal
Ferido no último ato!
Sabor de revanche.
Ou de derrota.)
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