Todas as luzes acesas
Em lágrimas que se partem,
Nos dedos que se prolongam,
Lânguidos...
A série de distâncias
Distintas entre os segundos de luzes
De lágrimas é como
Mais uma flor no túmulo:
Adeus. Partida.
O que nos separa é uma barreira de compreensão,
A distância de línguas faladas que
Parcamente se calam nos poros,
Nas peles.
A morte de almas não é dirimida ,
Mas celerada pela violência do amor bruto.
Não se fala, porque os gritos são mudos.
Os soluços reverberam,
Prolongam o prelúdio do fim.
Nos abraços, o aprisionamento da identidade.
Nos beijos, a invasão violenta.
Não se fala, porque os ouvidos são surdos.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
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Um comentário:
O desencontro na fala
não é o mesmo dos corpos
Os corpos se entrelaçam e se entendem melhor, sem palavras
Sempre é triste o fim
Mas sempre sobra alguma coisa
nem que seja um cheiro de guardado
um beijo na memória
ou mesmo um soluço apertado na garganta
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