Queria ser raiz,
Bracejar na fecunda terra
De amor como sempre faz
O açaizeiro às segundas-feiras.
A cortina indolente de lágrimas
Celestes me poria nos braços,
Enquanto a gente cinza
Enxugaria as vestes!
domingo, 31 de agosto de 2008
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Um comentário:
Minhas pernas vagam sem rumo
a todos os lugares que não estou
Meus pensamentos andam fixos,
como raízes entranhadas no solo frio
Permaneço
- ausente em mim
Anoiteço
- melancólica e sem sono
Amanheço
- chuvosa, amargando pesadelos na boca seca.
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