Ela caminhava, como quem
Se afoga e pede ajuda.
Nos pés, a pressa;
No corpo, a culpa
Pelos dedos alheios que
Passearam à toa
Pelas curvas.
Ela procurava um salvador,
Alguém que a resgatasse
De oceanos ruídos...
As horas vãs, os tempos idos,
O ócio ébrio escondem
O perfume do erro,
O cheiro do soluço,
Pedindo que cerrem
As portas e as janelas
Para que o rubor se dilua.
Foi um breve tropeço,
Trepidar efêmero
De recaída!
Mas agora lhe parece isso:
Encarnar a alma de perdida
-Uma das que adornam a rua.
Se afoga e pede ajuda.
Nos pés, a pressa;
No corpo, a culpa
Pelos dedos alheios que
Passearam à toa
Pelas curvas.
Ela procurava um salvador,
Alguém que a resgatasse
De oceanos ruídos...
As horas vãs, os tempos idos,
O ócio ébrio escondem
O perfume do erro,
O cheiro do soluço,
Pedindo que cerrem
As portas e as janelas
Para que o rubor se dilua.
Foi um breve tropeço,
Trepidar efêmero
De recaída!
Mas agora lhe parece isso:
Encarnar a alma de perdida
-Uma das que adornam a rua.
2 comentários:
esses sempre me dão um aperto no coração...
Lindo...e triste...
:0(
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