segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ela caminhava, como quem
Se afoga e pede ajuda.
Nos pés, a pressa;
No corpo, a culpa
Pelos dedos alheios que
Passearam à toa
Pelas curvas.

Ela procurava um salvador,
Alguém que a resgatasse
De oceanos ruídos...

As horas vãs, os tempos idos,
O ócio ébrio escondem
O perfume do erro,
O cheiro do soluço,
Pedindo que cerrem
As portas e as janelas
Para que o rubor se dilua.

Foi um breve tropeço,
Trepidar efêmero
De recaída!

Mas agora lhe parece isso:
Encarnar a alma de perdida

-Uma das que adornam a rua.

2 comentários:

Unknown disse...

esses sempre me dão um aperto no coração...

Clara disse...

Lindo...e triste...

:0(