Eu te vi pela janela,
Invadindo o silêncio da casa e
Entrando sorrateiro.
Sem pedir licença, invades
Os meus lençóis,
Calando os delírios febris marcados
No travesseiro.
Eu te renego, repudio,
Clamando as horas perdidas do ócio;
Tu, inexorável, manténs
Constante tropel.
Chegada a hora de partires,
Absorvido por braços alvos
E véus sombrios,
Eu me regozijo
E rio da perda do teu viço.
No entanto, paciente,
Esperas a hora da vendita
E da vida nova:
Mais uma vez renasces das cinzas
Com fogo e luz crescente
É vaga de encontro ao mar -
Redesabrochar
Nenhum comentário:
Postar um comentário